Muitas vezes, ao tratarmos de inovação no contexto educacional, assumimos que o simples uso das Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação (TDIC) já configura uma prática inovadora, sem considerar, de fato, como esses recursos são utilizados. Nesse sentido, torna-se fundamental compreender o que caracteriza a inovação, questão que foi objeto de reflexão na última aula da disciplina de Tecnologias Digitais no Ensino.
É necessário entender a inovação como sinônimo de reforma e mudança (Tavares, 2018), uma vez que não se pode afirmar que há inovação quando apenas se substitui um recurso por outro, mantendo-se os mesmos procedimentos. Por exemplo, realizar uma multiplicação de algarismos com lápis e papel ou por meio de um computador não altera, necessariamente, a natureza da atividade.
Ao considerar essa perspectiva, cabe destacar a reflexão de Campos e Blikstein (2019), que compreendem a inovação na educação como uma ação que busca modificar teorias e práticas, retirando-nos da zona de conforto e, ao mesmo tempo, atribuindo sentido ao conhecimento. Frequentemente, ao tratarmos de tecnologia, inovação e TDIC, caímos na tentação de associá-las apenas ao que é recente ou atual, o que revela uma compreensão limitada do conceito.
Diante dessas reflexões, ao abordarmos nossos objetos de estudo nas teses, torna-se necessária uma mudança de paradigmas, considerando elementos essenciais para que a inovação, de fato, aconteça. Nesse contexto, Pimentel (2023) destaca três aspectos fundamentais: ideia, ação e resultado. Tal tríade permite compreender a inovação não apenas como proposição, mas como um processo que se materializa em práticas e produz impactos concretos no contexto educacional.
Oi Felipe!
ResponderExcluirSeu texto traz um “incômodo” positivo necessário: usar tecnologia não é, automaticamente, inovar. Mudar a ferramenta, mas manter a lógica de ensino, é apenas substituição, não inovação. O grande mérito aqui é convidar o educador a sair do automático e repensar suas práticas, o que exige mais intenção do que técnica. O texto acerta ao desvincular inovação de novidade: nem tudo que é novo transforma, e a verdadeira mudança ocorre quando o conhecimento faz sentido. A conclusão com a tríade: ideia, ação e resultado, é um ótimo alerta: inovar dá trabalho e precisa gerar impacto real, saindo apenas do discurso para a prática.