Saudações a todos!
Confesso que as leituras são bastante pertinentes ao problema, pois, quando falamos da metodologia STEAM Education (Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática), é preciso compreender como surgiu a proposta e qual foi sua finalidade inicial. No texto STEAM in Practice and Research: An Integrative Literature Review (STEAM na prática e na pesquisa: uma revisão integrativa da literatura), de autoria de Perignat e Katz-Buonincontro (2019), já na introdução é exposto que a proposta surgiu em 2007 como uma resposta à necessidade de aumentar o interesse e as habilidades dos estudantes em Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática, integrando as artes como forma de promover engajamento, criatividade e inovação.
Nesse sentido, observamos uma relação com o PBL 8, que trata de problemas nos departamentos de Engenharia, Computação e Tecnologias. Assim, ao considerar a abordagem STEAM, podemos compreender que uma possível solução seria a incorporação das artes ao processo formativo. No entanto, antes disso, é necessário entender, de antemão, como essa integração pode ocorrer, considerando a própria ambiguidade do conceito, também discutida por Perignat e Katz-Buonincontro (2019). Segundo as autoras, a abordagem STEAM pode apresentar diferentes compreensões: focada apenas em artes visuais ou em múltiplas linguagens artísticas (cênicas, digitais etc.); incluindo artes liberais e ciências sociais; ou ainda sendo utilizada como sinônimo de aprendizagem baseada em projetos (PBL), design ou atividades práticas.
Em relação aos desafios para a reestruturação de propostas curriculares — aspecto também discutido no PBL 8 —, muitos docentes ainda não sabem como avaliar quais softwares são mais adequados para uma proposta STEAM, considerando os diversos critérios pedagógicos envolvidos. Acredito que isso também ocorra devido à falta de clareza conceitual sobre o próprio STEAM, pois, como afirmam Perignat e Katz-Buonincontro (2019), após a revisão de literatura realizada pelas autoras, existem diversas definições e inconsistências na terminologia e na pedagogia, o que dificulta tanto a implementação eficaz pelos professores quanto as investigações realizadas pelos pesquisadores. Kostaki e Linardakis (2025) expõem a estrutura STEAM como um modelo pedagógico interdisciplinar voltado para apoiar a aprendizagem ativa e centrada no estudante. Assim, é preciso que os professores reflitam sobre como tornar a aprendizagem efetivamente ativa, além de considerar a funcionalidade do artefato utilizado no processo educativo.
No que concerne ao desenvolvimento da atividade da semana, ainda não consegui realizá-la devido às limitações dos artefatos digitais disponibilizados, especialmente por conta das restrições das versões gratuitas das ferramentas propostas. Optei inicialmente por realizar a leitura dos textos antes de executar a atividade prática; no entanto, sigo tentando desenvolvê-la. Caso não seja possível concluir a atividade, postarei posteriormente minhas respostas referentes às perguntas do PBL.
Apesar das dificuldades com os recursos tecnológicos, as leituras têm contribuído significativamente para ampliar minha compreensão acerca do STEAM, de seu surgimento, de suas fragilidades conceituais e das lacunas existentes no processo de aprendizagem. Para mim, ainda não é possível afirmar quais ferramentas digitais devem ser escolhidas para compor uma proposta STEAM consistente, criativa e pedagogicamente adequada, uma vez que considero necessário analisar o lócus em que estamos inseridos, a intencionalidade pedagógica, os objetivos de aprendizagem e diversos outros fatores que influenciam diretamente nesse processo.
Referências
KOSTAKI, Stela-Marina; LINARDAKIS, Michalis. From doubt to adoption: impact of a STEAM-based intervention on teachers’ perceptions and use of digital learning objects. Journal of Computers in Education, p. 1-36, 2025. Disponível em: https://link.springer.com/article/10.1007/s40692-025-00365-y
PERIGNAT, Elaine; KATZ-BUONINCONTRO, Jen. STEAM in practice and research: An integrative literature review. Thinking skills and creativity, v. 31, p. 31-43, 2019. Disponível em: https://doi.org/10.1016/j.tsc.2018.10.002