sexta-feira, 6 de março de 2026

Mapa Conceitual: tecnologia, ensino, resolução de problemas e argumentação matemática

 Ao considerar as diferentes concepções de tecnologia tratadas por Vieira Pinto (2008), percebe-se que o ponto de partida é compreendê-la a partir do sujeito social e do trabalho humano. Na década de 1970, o autor colocava o homem diante das tecnologias não como um sujeito receptor ou emissor, mas como um sujeito social. À vista disso, observa-se que é na inter-relação entre sujeito e tecnologia que o homem produz e é produzido, o que implica pensar a tecnologia a partir de processos comunicacionais, nos quais ela serve às necessidades dos seres humanos enquanto produção e desenvolvimento científico, funcionando, portanto, como uma “mediação” entre o homem e o meio em que vive.

Nesse sentido, fazendo uma ponte com os estudos de Pimentel (2017), que trata da aprendizagem na cultura digital, é preciso compreender como as Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação (TDIC) podem reconfigurar os processos de ensino e aprendizagem, dentro e fora do espaço escolar. Desse modo, torna-se necessário explorar como as narrativas digitais podem servir como novas formas de produção de conhecimento, levando em conta diferentes abordagens de ensino, a exemplo da resolução de problemas e da argumentação matemática.

Por esse viés, considerando que a argumentação matemática é compreendida como um processo de validação de uma afirmação — não apenas comunicando conclusões, mas também expressando e compartilhando experiências (Kosko; Guilford, 2018) — defendemos, seguindo as ideias de Pimentel (2017), que a aprendizagem na cultura digital constitui um espaço de produção, compartilhamento e assimilação de conhecimento de forma ativa, por meio de narrativas e experiências digitais. Além disso, como afirma Szabo et al. (2020), utilizando ainda a resolução de problemas, ao considerarmos a aprendizagem na cultura digital (não apenas como uso instrumental de máquinas), pode-se contribuir para a conexão de ideias, análise de diferentes situações e o desenvolvimento de habilidades de aprendizagem (criatividade, colaboração e comunicação) e de alfabetização (midiática e informacional).



Referências

KOSKO, K. W., GUILFORD, E. Making students mathematical arguments explicit. Ohio Journal of School Mathematics, v. 80, n. 1, p. 43 – 80, 2018.

PIMENTEL, F. A Aprendizagem das crianças na Cultura Digital. 2ª ed. rev e ampl. Maceió: Edufal, 2017.

PINTO, A. V.. O Conceito de Tecnologia. Rio de Janeiro: Contraponto, 2005.

SZABO, Z. K.; KORTESI, P.; GUNCAGA, J.; SZABO, D.; NEAG, R. Examples of Problem-Solving Strategies in Mathematics Education Supporting the Sustainability of 21st-Century Skills. Revista Sustainability, v.12, p. 1-28, 2020.


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