domingo, 26 de abril de 2026

REFLEXÕES DE DOMINGO

Apesar de pensarmos que tratar de tecnologia seja algo simples, visto que ela está imersa na sociedade, observamos desde o início da disciplina, baseados em Vieira Pinto (2005), que discuti-la é algo bastante complexo. Muitas vezes, ela é tratada apenas como uma ferramenta, sem considerar o "porquê" e o "para quê" de sua utilização. Essa complexidade se mostra ainda mais presente agora que caminhamos para o final da disciplina e para a escrita do artigo científico, pois é o momento de revisitar o que foi e o que está sendo construído.

Ao buscarmos artigos diversos que tratam de tecnologia no ensino, é visível que alguns pesquisadores a tratam como algo apenas do momento (a "era tecnológica"), sem considerar, como aborda Vieira Pinto (2005), que sempre tivemos explosões tecnológicas baseadas na necessidade do ser humano. Na minha prática como docente, e ao observar a prática de colegas, percebo que muitos ainda consideram que a tecnologia está presente em sala de aula mesmo quando é utilizada apenas para fazer algo que já se fazia sem ela, sem uma certa criticidade. Estudar sobre o tema nos mostra que precisamos ir além do "uso pelo uso"; é preciso ter finalidade pedagógica. O tempo de estudo em casa e as aulas do professor Fernando nos fazem refletir ainda mais sobre isso.

Com a Lei Federal nº 15.100/2025, que regulamenta o uso de celulares e dispositivos eletrônicos por alunos da educação básica em aulas e intervalos, surgem diversos questionamentos: isso impacta na forma de aprender? Facilita ou distrai? Em que medida esses aparelhos podem ser aliados?

Inicialmente, acredito que é preciso se educar digitalmente. Como estudante e professor, observo que existem inúmeras maneiras de utilizar os dispositivos digitais como aliados no processo de ensino e aprendizagem, no entanto, é preciso ter clareza e criticidade. Na educação básica, onde atuo, percebo que muitas vezes os estudantes utilizam esses dispositivos como atalho para encontrar respostas prontas para suas atividades, sem refletir sobre o que estão fazendo. Acredito que os dispositivos digitais podem ser tanto 'vilões' quanto 'mocinhos'; tudo vai depender da finalidade do uso e da mediação que fazemos deles. Por isso, mais do que proibir ou permitir, o desafio é entender como integrar essas ferramentas de forma que elas realmente contribuam para o desenvolvimento do aluno.

A tecnologia também é voz do passado, é extensão da capacidade humana. Pixel de resistência, hardware que reflete o desejo de ser visto em um mundo que tenta apagar as margens. Um sistema de passos que organiza o caos. Conexão entre hoje e o tempo de antigamente. Presença absoluta!


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