Na aula do dia 27 de abril, na disciplina de Tecnologias Digitais na Educação (TDE), discutimos dois temas: 1) Dispositivos Digitais no Ensino-Aprendizagem e 2) Interfaces Digitais e Interatividade. O primeiro foi mediado pelas colegas Maria Júlia e Ana Larissa, enquanto o segundo ficou a cargo de Alexandra e Ricardo. Ambos os tópicos são relevantes para compreendermos como se dá a utilização dos artefatos tecnológicos em situações de ensino, seja na educação básica ou no ensino superior.
A aula de TDE tem se consolidado como um espaço de reflexão, especialmente para quem atua no ensino e desenvolve pesquisas na área. Um ponto que me chamou a atenção foi a discussão sobre aprendizagem significativa, termo recorrente em metodologias que buscam romper com práticas tradicionais. Confesso que já utilizei esse conceito com frequência em artigos e eventos, mas poucas vezes parei para questionar sua essência. Entre ontem e hoje, vi-me diante de perguntas inquietantes: o que, de fato, é significativo? E significativo para quem?
Somos mais uma vez convidados a compreender que o uso de um artefato digital (como o software GeoGebra em uma aula de Matemática) não garante, por si só, que houve aprendizagem, muito menos que ela foi significativa. Por outro lado, é perfeitamente possível que uma aula dita tradicional resulte em um aprendizado relevante. Devemos tratar com a devida importância todos os métodos que possibilitam o aprender, entendendo que cada sujeito é um mundo particular, com suas próprias singularidades e ritmos.
De acordo com David Ausubel, a aprendizagem significativa ocorre quando novas informações se conectam a conhecimentos prévios, tornando o saber relevante, duradouro e ancorado. Diante disso, como podemos garantir que esse processo de fato aconteceu? Podemos continuar afirmando, em novos estudos, que haverá aprendizagem significativa apenas pela presença da tecnologia?
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